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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Lutero




Com direção de Eric Till, o filme mostra a história de Martinho Lutero, que após ser atingido por um raio, entrou para um mosteiro, acreditando que isso foi um chamado dos céus. Assim ele virou monge, no entanto ele começou a observar ações contrarias às suas ideologias na Igreja Católica, e passou a se perguntar sobre a ética e a sua influencia nos fieis. Às vezes acreditava que estava sendo testado pelo Diabo.

Com isso escreveu suas 95 teses e decidiu pregar na porta da igreja, de tal modo que foi preso e excomungado, pois a Igreja Católica alegava que suas palavras contradiziam a Bíblia. Agora Lutero era um fugitivo, mas continuava com sua fé em Deus inabalada. Mas isso teve seu lado bom para o monge, uma vez que a partir de então a população começou a contestar a Igreja Católica.

Ocorridos os eventos em Augsburg, que auxiliaram na libertação religiosa e também a constante luta por uma reforma nas leis Católicas- a chamada reforma protestante- o que era inaceitável, começa então a surgir o protestantismo. Os seus efeitos são apresentados até os dias atuais e suas idéias foram continuadas em busca da extensão.

É uma obra adorável, que relata a dificuldade se mudar um preceito que é aceito por todos como sendo uma verdade absoluta. Mostra que é muito mais fácil criar, do que mudar e ser aceito. Mas são de fundamental importância o questionamento, a mudança e a atualização às novas realidades.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Eleições





Gastando meu tempo ocioso na net, acabei me deparando com esta tira genial do Quino o que me lembrou que dia 31 deste mês voltaremos às urnas para eleger – desta vez, é pra valer – o novo presidente do nosso tão estimado país.
Entretanto o que eu tenho visto nos últimos dias não tem me animado muito, é uma sucessão de baixarias e acusações, um apontando o dedo para o outro, expondo seus Calcanhares de Aquiles; esquecendo do verdadeiro motivo para a existência do horário eleitoral, que nada mais é do que expor para a população suas propostas para os próximos quatro anos de mandato.



Em suma, os dois candidatos resolveram baixar o nível, soltar a franga, e acabar com o pouco de dignidade que ainda os restavam.

Confesso que ainda nutro uma pequena, digo PEQUENA, simpatia pela Dilma Rousseff, que foi conquistada em 2008, quando ela deu um carão no senador José Agripino (DEM-RN).





Contudo, suas últimas atitudes tem a feito cair no meu conceito.

Se antes, ela impunha sua figura como uma mulher forte, hoje ela se perde com alianças erradas. Prova disto, é que para conseguir o apoio de uma parcela fundamentalista cristã ela tem abdicado de idéias que antes ela defendia, como o aborto e o casamento gay. E a meu ver, é neste ponto que ela tem falhado. Dilma esta sucumbindo a pressão desta parcela religiosa e conservadora, “estamos no Sec. XXI e tem gente que parou na Era Medieval”.

Veja bem, não sou contra a livre expressão religiosa, eu sou até a favor, porque eu acho que cada pessoa tem o direito de se expressar como quiser, desde que não cause dano e/ou ofenda o outro, porém o Estado é democrático e laico, logo não deve sofrer nenhum tipo de influência de nenhuma base religiosa, seja ela qual for.

Por isso eu acho ridículo esta pressão que as bancadas religiosas fazem na câmara e no senado, empacando projetos que garantiriam direitos iguais para as minorias.

Outro fator, que também contribuiu para que a Dilma caísse no meu conceito, é a história mal resolvida e mal contada chamada Erenice Guerra, que eu não vou comentar porque já esta todo mundo de saco cheio disto.

Por outro lado, por mais que a Dilma esteja se enforcando com as próprias mãos, o outro candidato José Serra também não é lá grande coisa. E vem de um partido, que não desperta muita confiança nos brasileiros, por ser um partido tradicionalmente elitista, e que já provou por A+B, que não gosta de pobres, servidores públicos e aposentados.

Enfim, estamos bem servidos para o segundo turno. O que resta agora é escolher o menos ruim. Trágico! Porém esta é a realidadedo atual cenário político brasileiro.